dos feridos, é que clamam por sangue, vingança e mais desolação. A guerra é o inferno."
Gen. William T. Sherman
Fauna radioativa: Poucos animais sobreviveram ao holocausto nuclear, e mesmo aqueles que o conseguiram foram substancialmente modificados tanto pela exposição à radiação como pela guerra biológica e pelo vírus FEV.

Entre os mais comuns de serem encontrados no território desolado estão as baratas radioativas (radroaches) - baratas gigantes que contaminam o sangue com irradiação ao atacarem seus alvos; escorpiões radioativos (radscorpions) – mutações de escorpiões imperador americanos que, além de crescerem em tamanho, também transmitem radiação, juntamente com o veneno de suas ferroadas; ratos-tatu (mole rats) – ratos que também cresceram em tamanho e apresentam comportamento bastante agressivo, além de habitarem praticamente todas as construções abandonadas pelo mundo e formigas gigantes, que especializaram suas funções de trabalho, guerra e reprodução em máquinas de combate, além de serem muito suscetíveis a novas mutações. Outras espécies também apresentaram mutações, como os lagartos Gekko, louva-deus gigantes e também vespas e abelhas agigantadas, que podem ser encontradas vagando pelo mundo.
Centauros (Centaurs): São as criaturas mais repulsivas do universo de Fallout. Com um corpo totalmente disforme composto de diversos braços e pernas, pode ter uma ou mais cabeças além de tentáculos que usa para atacar suas presas. Os Centauros são resultado da combinação de infames experiências onde cães, seres humanos, brahmins e outros animais eram jogados em câmaras para sofrerem exposição ao FEV. O resultado era uma criatura que parece unir partes desses animais. Os Centauros encontrados em Fallout 1 e 2 diferem daqueles encontrados em Fallout 3 (veja comparação abaixo). Essa diferença pode ser explicada em função da variedade de experiências que foram postas em prática em todo o território americano. Os Centauros foram largamente usados pelo exército do Mestre, o que explica a afeição que essas criaturas bizarras têm pelos supermutantes.

Centauro de Fallout e Fallout 2. Centauro de Fallout 3.
Brahmins:
As Brahmins formam a base da cadeia alimentícia dos seres humanos após o holocautso. Tratam-se de vacas e bois da raça indiana brâmane, que sofreram uma mutação radioativa e virótica, ganhando duas cabeças. Eles são usados tanto como alimento como meio de transporte e de carga pelos sobreviventes, e podem ser encontrados no meio ambiente tanto como animais domesticados, vivendo em proximidade e até sendo criados por aglomerações humanas, ou ainda em estado selvagem, pastando pelas planícies e pradarias. Em Fallout 3 as Brahmins são facilmente encontradas levando mercadorias em caravanas de mercadores.
Garras da Morte (Death Claws):

Bestas criadas geneticamente pelo governo, são bípedes com traços caninos e longas garras, capazes de resistir a ferimentos das armas mais poderosas à disposição, destinadas a travar combate em ambientes hostis.
A imensa maioria são bestiais, incapazes de raciocinar, vivendo exclusivamente de instinto animal, mas alguns evoluíram para desenvolver a capacidade de raciocínio e até se comunicar, embora entenda-se que esse nicho mais evoluído acabou se extinguindo. Por serem muito resistentes, são as criaturas mais mortais que o jogador pode encontrar nas Wastelands, por isso todo cuidado é pouco ao avistar um Death Claw.
Espreitadores do Atol (Mirelurkers): Os espreitadores são animais crustáceos que vivem na água profundamente radioativa de rios, lagos e esgotos, que se desenvolveram em tamanho e tornaram-se bípedes, aterrorizando as pessoas que se aventuram próximo de seus lares. Os espreitadores são protegidos por uma rígida e espessa carapaça, que os protege em todo seu corpo, com exceção de uma pequena porção de seu rosto que fica exposta de forma vulnerável. Desenvolveram com o passar do tempo uma espécie de mentalidade coletiva similar a das formigas, o que os permite inclusive atacar e defender-se em grupos. Aparentemente, existem apenas na costa leste, não havendo relatos de sua existência na costa oeste.
Robôs:

Embora sejam criações e não criaturas, muitos robôs passaram a vagar pelas Wastelands sem rumo ou apenas cumprindo seus protocolos de defesa após a Grande Guerra. Os robôs fazem parte do sonho americano do final da década de 50, e foram desenvolvidos inicialmente com funções eminentemente domésticas, como limpar a casa e protocolares, como servir de guias e instrutores em museus, escolas e pontos turísticos.
Com a chegada da guerra e seu desenrolar, seu papel foi voltado para o setor bélico, desenvolvendo- se então diversas armas acopladas às suas armaduras maciças, propulsionando também as pesquisas relacionadas aos campos de pulso e às fontes de energia para os robôs. Diversamente do que alguns críticos imaginavam, os robôs não desenvolveram capacidade de raciocínio próprio, e mesmo após a guerra aqueles que continuam em atividade ainda cumprem as funções que lhe foram atribuídas antes, como proteger instalações militares ou fábricas bélicas, bem como suas atividades de patrulha pela vastidão. As comunidades locais ainda fazem uso dos robôs com funções domésticas, mas os robôs de natureza militar são mantidos à segura distância, destruídos, ou, para os poucos que detém tal sorte de conhecimento, reprogramados para novas funções.
Wanamingo:

Não se sabe ao certo a origem dos wanamingos encontrados em Fallout 2, ponderando-se que seriam experimentos genéticos do Exército no período anterior à guerra, ou mesmo criaturas desenvolvidas posteriormente pelo Enclave.
Erroneamente vistos por muitos como alienígenas, em função de sua semelhança física com o imaginário alienígena vigente nos anos 50 e 60, eles tratam-se, assim como os Garras da Morte, de verdadeiras máquinas de combate desenvolvidas para combate em lugares frios e escuros. Inicialmente desenvolvidos de forma estéril, foram encontrados posteriormente tentando se reproduzir. Aparentemente, contudo, estão atualmente extintos, após a destruição de seu lar e de sua matriarca pelo Escolhido (Chosen One).